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5% por cento da população tem diabetes e não sabe

Domingo, 26, foi lembrado como Dia Nacional do Diabetes. A doença é provocada por um descontrole das taxas de açúcar no sangue e pode resultar em problemas cardíacos e derrame, além de causar danos a rins, nervos e olhos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabete (SDB), em 1995, a doença atingia 4% da população adulta mundial e em 2025, alcançará 5,4%. No Brasil, no final da década de 1980, estimou-se que o diabetes ocorria em cerca de 8% da população, de 30 a 69 anos. Atualmente, as estimativas são de que existam 10 milhões de diabéticos no País. O número de adultos com diabetes em todo o mundo mais do que dobrou desde 1980, chegando a quase a 350 milhões de pessoas segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os índices da doença vêm aumentando em quase todas as partes do mundo nos últimos 30 anos. Uma das principais consequências do aumento é atribuída à expectativa de vida mais longa e ao excesso de peso. De acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF), no mundo, há aproximadamente 240 milhões de pessoas com diabetes, número que representa quase 6% da população. A estimativa para 2025 é que aumente para 350 milhões.

REGIÃO

Em Canoinhas, a Associação de Diabéticos atua desde 1994 com auxílio no tratamento de pacientes, campanhas de conscientização e prevenção da doença no município. Além da Associação, a Secretaria de Saúde trabalha há 18 anos com um programa de assistência médica, orientações e medicações coordenado pela enfermeira Luzia Jürgensen. De acordo com ela, cerca de 5 % da população de Canoinhas não sabe que têm diabetes. “No município existem cerca de 3 mil diabéticos que fazem tratamento utilizando o atendimento da Secretaria de Saúde. Mas a estimativa é de que cerca de 2 mil pessoas têm a doença e ainda não sabem”, alerta. Luzia comenta que no início a doença não dá nenhum sinal, por isso pessoas que tem casos de diabetes na família, devem procurar um médico e fazer os exames necessários.

TIPOS
Existem três tipos de diabetes. O médico endocrinologista Chales Ricardo Voigt, que atende os pacientes diabéticos que utilizam o programa da Secretaria de Saúde, explica que o tipo que predomina em Canoinhas e no mundo é o tipo 2. “A causa principal é hereditária. O aumento do peso e a falta de atividade física são fatores que influenciam também.” A diabetes do tipo1 é caracterizada pela destruição das células produtoras de insulina. Quando isso acontece, é preciso tomar insulina para viver e se manter saudável. Existe ainda a diabetes gestacional, que é a alteração das taxas de açúcar no sangue que aparece ou é detectada pela primeira vez na gravidez. Pode persistir ou desaparecer depois do parto. De acordo com Voigt, o tratamento começa pela mudança de hábitos do paciente, tanto na alimentação, como atividade física e controle de peso. “Em segundo lugar vem o tratamento medicamentoso oral e em último caso, a insulina”, conta. O médico explica ainda que a doença não tem cura, mas os pacientes podem ter uma vida normal. “O diabetes pode levar à morte, mas tudo depende do controle da taxa de glicemia, por meio de um tratamento equilibrado”, indica.

Fonte: Correio do Norte

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