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Obesidade e Diabetes ganham mais tratamentos

Consultas para nutricionistas serão ampliadas e redução de estômago por vídeo passa a ser obrigatória

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou ontem a lista de mais de 60 novos procedimentos que deverão ser cobertos pelos planos de saúde contratados a partir de 1º de janeiro de 1999. Muitos contemplam doenças cada vez mais comuns entre os brasileiros, como diabetes e obesidade.

As novas coberturas passam a valer a partir do dia 1º de janeiro do ano que vem.

Foram incluídas 41 novas cirurgias por vídeo, como as da redução de estômago e do tratamento de câncer do intestino. Esse método facilita a cicatrização e a recuperação do paciente.

A ANS dobrou o número de consultas com nutricionistas, de seis para 12 por ano, para pacientes com insuficiência renal crônica e crianças até 10 anos, jovens entre 10 e 20 anos e idosos (mais de 60 anos) com sobrepeso.

Pacientes com diagnóstico de diabetes melito em uso de insulina, ou no primeiro ano de diagnóstico, terão direito a 18 sessões de nutricionista por ano, contra 12 sessões antes.

A terapia ocupacional será estendida a pessoas com disfunções de origem neurológica, traumato-ortopédica ou reumatológica e terá 12 sessões por ano. Antes, os planos só eram obrigados a cobrir terapia ocupacional em caso de problemas mentais.

Outra novidade a partir de janeiro é a cobertura do implante coclear. Trata-se de um dispositivo eletrônico, também conhecido como “ouvido biônico”, que substitui o ouvido de pessoas com surdez.

Os convênios terão ainda de cobrir 13 novos exames, como ressonância magnética para pessoas com câncer.

A ANS diz que a inclusão dos novos procedimentos não é motivo para que os convênios reajustem seus preços.

Martha Oliveira, da ANS, afirma que a inclusão pode diminuir os custos das operadoras. “Em muitos casos, a ampliação resulta em menos internações e na prevenção do agravamento de determinadas doenças”, disse.

A Abramge, associação dos planos de saúde, discorda. Disse que a ampliação é “um absurdo que pode custar a falência de algumas operadoras”.

Fonte: Destak Jornal

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