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Estados Unidos aprovam remédio para tratar em adultos a questão da obesidade

A agência reguladora dos medicamentos nos Estados Unidos aprovou pela primeira vez, em 13 anos, um remédio para tratar a obesidade, o Lorcaserin, comercializado como Belviq e fabricado pelo laboratório Arena Pharmaceuticals.
“A Administração de Alimentos e Fármacos dos Estados Unidos (FDA) aprovou o Belviq (cloridrato de lorcaserin), como um aditivo a uma dieta de baixas calorias e exercícios para pessoas com excesso de peso crónico”, afirmou um comunicado.

A decisão da FDA segue a recomendação de um painel de especialistas que, em 10 de Maio, pediu a comercialização deste medicamento para adultos obesos.
Entretanto, dois novos genes que aumentam o risco de desenvolver obesidade na infância, foram identificados por um consórcio internacional de geneticistas.

Estudos precedentes identificaram mutações genéticas que contribuem para a obesidade do adulto ou obesidades presentes em síndromas raros, mas sabe-se muito pouco sobre os genes implicados na obesidade corrente da criança, afirmam os cientistas, cujos trabalhos foram publicados na edição digital da revista americana especializada “Nature Genetics”.

Para certificar a sua análise, os autores cruzaram os resultados de 14 estudos de associação pangenómica (que cobre o conjunto do genoma) realizados nos Estados Unidos da América, Canadá, Austrália e Europa, sobre uma amostra de 5.530 crianças obesas e 8.300 não obesas (como grupo testemunha), de ascendência europeia.

Os cientistas do consórcio EGG (Early Growth Genetics) citaram os genes OLFM4, situado no cromossoma 13, e HOXB5, no cromossoma 17, que até agora não tinham sido implicados na obesidade. Segundo os dados da literatura científica, estes genes actuam nos intestinos.

As observações determinaram um vínculo entre o gene OLFM4 e a flora microbiana intestinal que estaria envolvida no aumento de peso e na obesidade.A associação pangenómica pretende sistematizar o genoma para buscar a quase totalidade das variações genéticas mais frequentes em um grupo de indivíduos. As variações de predisposição podem ser identificadas porque são mais frequentes no grupo composto por pacientes que no grupo “testemunha”, composto por pessoas não afectadas.

Esses resultados poderão ajudar a conceber meios de prevenção e tratamento para as crianças, baseando-se no genoma individual, afirma um dos principais autores, Struan Grant, do “Center for Applied Genomics” do “Children’s Hospital of Philadelphia”, na Pensilvânia, EUA.

Fonte: Jornal da Angola

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