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Cientistas revelam que obesidade infantil avançou a importância de uma dieta saudável

A má-alimentação aliada ao estilo de vida urbano, em que as crianças passam cada vez mais tempo em frente a computadores em vez de correr e brincar pelas ruas, têm aumentado vertiginosamente os índices da obesidade infantil no país. Segundo dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de meninos e meninas entre cinco e nove anos que estão muito acima do peso quadruplicou nos últimos 20 anos.

Além da questão estética – que faz com que muitos sejam alvo de bullying dos colegas e desenvolvam depressão – o problema pode propiciar ainda o desenvolvimento de doenças de algumas cardíacas, diabetes e elevar a taxa de colesterol no sangue. Neste cenário, fica evidente a importância de oferecer uma dieta saudável para os filhos. Mas como convencê-los a comer legumes e verduras diante da desleal concorrência de uma imensa variedade de calóricas e gordurosas guloseimas?

Segundo a nutróloga Célia Chaves, chefe do Departamento de Nutrição do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz, o primeiro passo é dar o exemplo. Dificilmente uma criança entenderá que precisa consumir frutas, legumes e verduras se os pais somente comam frituras nas refeições.

“As preferências são oriundas de hábitos familiares e culturais, custos e disponibilidade dos alimentos. A família é o modelo para o desenvolvimento dos hábitos alimentares, de modo que é importante que a criança observe a família se alimentando com variedade, moderação e equilíbrio”, analisa.

Um bom prato é o que tem proteínas (carne, ovos e derivados de leite), responsáveis por constituir os nossos músculos e vísceras; carboidratos (pães, massas, batata, cereais, bolo e arroz), que fornecem energia para o organismo; e vitaminas e sais minerais (frutas, legumes e verduras), necessários para a prevenção de doenças e para o crescimento. Salgadinhos, doces e refrigerantes só em ocasiões especiais.

E o aspecto visual não pode ser deixado de lado. Quantidades enormes de comida e o “preto e branco” do saudável arroz com feijão não são nada atrativos para os pimpolhos. Então, em vez de fazer do almoço um momento de suplício, que tal deixá-lo divertido? Para isso, o segredo é abusar das cores. “As refeições coloridas, apresentam um visual bonito que estimula o apetite e garante o consumo de todos os nutrientes necessários para uma dieta saudável. A cor das verduras e legumes devem ser variadas ao longo da semana. Já a hortaliça deve ser ingerida todos os dias”, explica Célia Chaves.

Confira algumas dicas da especialista

Se a criança recusa verduras e legumes, experimente variar a preparação. Na maioria das vezes, esses alimentos são preparados refogados ou em saladas. Procure variar a forma de preparo: ralar, amassar, picar, fazer sucos e misturar aos alimentos que gostam.

— Sucos: de couve com limão (pode usar outras folhas verdes); cenoura com laranja e beterraba com abacaxi.
— Bolinhos: de espinafre, chuchu, abóbora, mandioquinha; com talos das verduras.
— Massas: macarrão com brócolis; lasanha com abobrinha.
— Doces ou bolos: de cenoura, abóbora ou mandioca.
— Farofas: misturar couve, cenoura e talos das verduras.
— Suflês: acrescentar todas as verduras e legumes.
— Omeletes: com couve-flor, vagem, cenoura, repolho, almeirão, abobrinha, casca de moranga ralada, talos e folhas de hortaliças.
— Purês e patês: misturar cenoura, abóbora, mandioquinha e batata.
— Sopas: acrescentar todos os tipos de verduras e legumes.
— Arroz: misturar brócolis, cenoura, lentilha, etc.

Fonte: Jornal do Brasil

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