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Pesquisa aponta redução de 85% de pacientes com diabetes tipo 2 após cirurgia bariátrica

RIO – Mais uma pesquisa reforça a ideia de que cirurgias de obesidade geram benefícios relacionados a outras doenças potencialmente fatais. Relatórios divulgados após análise de pacientes no Reino Unido sugerem que as cirurgias bariátricas reduziram em 85% o número de pacientes com diabetes tipo 2, dois anos após o procedimento.

O primeiro relatório do registro nacional de cirurgia bariátrica do Reino Unido – um consórcio da Associação de Cirurgiões Laparoscópicos, da Associação de Cirurgiões do Trato Gastrintestinal Superior e da Sociedade Britânica de Obesidade e Cirurgia Metabólica – foi publicado no último mês, em conjunto com a companhia Dendrite Clinical Systems.

O estudo inclui resultados de 8.710 operações, sendo que 7.045 ocorreram entre abril de 2008 e março de 2010. Reportagem do site BMJ Brasil mostra que, antes da cirurgia, cerca de dois terços dos pacientes com obesidade grave tinham três ou mais doenças associadas: 32% com hipertensão, 27% com diabetes tipo 2, 17% com alta concentração de colesterol e 15% apresentavam apneia do sono.

Doze meses após a cirurgia, 20% tinham hipertensão; 13%, diabetes, 8%, colesterol alto; e 6%, apneia do sono. Dois anos depois, 86% dos portadores de diabetes antes da cirurgia não demonstravam indicação da doença, conforme apontaram os dados.

O diabetes tipo 2 pode ser facilmente administrado com um estilo de vida saudável, especialmente relacionado a dieta, exercícios e controle do peso. Apesar disso, a doença está crescendo em todo o mundo, principalmente em Estados Unidos, Japão, França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido, provavelmente devido ao fato de que a obesidade e o sedentarismo também estão crescendo.

O diabetes tipo 2 é a forma mais comum da doença. O número de casos diagnosticados com prevalência de diabetes tipo 2 irá aumentar em todos estes sete países, passando de cerca de 31. milhões para 35,6 milhões de casos até 2019. O maior aumento deve ocorrer nos EUA.

O número de casos de intolerância à glicose vai crescer também neste período nos EUA e nos cinco principais países da União Europeia (França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido). A previsão é de que haja uma pequena queda no Japão, devido à expectativa de diminuição da população.

Tanto a elevação do diabetes tipo 2 quanto da intolerância à glicose serão mais significativos entre as pessoas com idade entre 60 e 79 anos, refletindo o rápido crescimento da população desta faixa etária em todos os sete países.

Fonte: O Globo

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