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Obesidade faz parte da lista dos dez principais problemas de saúde pública

Pesquisa levantada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que a obesidade faz parte da lista dos dez principais problemas de saúde pública, e já atinge 400 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, a situação é alarmante, pois de acordo com as últimas estimativas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) o número de pessoas acima do peso já representa mais da metade da população.

De acordo com o diretor do Centro Nacional – Cirurgia Plástica, Arnaldo Korn, boa parte dos perigos vem de doenças associadas à obesidade, como diabetes tipo dois e colesterol elevado. “Pessoas com excesso de peso são mais suscetíveis a esses tipos de doenças. No geral esses males comprometem a saúde, por exemplo, o coração fica mais vulnerável devido ao entupimento das coronárias. Além disso, diferentes tipos de câncer estão relacionados ao sobrepeso”, destaca.

O aumento no peso da população brasileira se dá justamente pelo hábito das pessoas, como mudanças no padrão alimentar e falta de exercícios físicos. “Atualmente, fica mais fácil resolver problemas rotineiros, como pagar contas ir ao mercado sem sair de casa. Tarefas que de uma forma ou de outra fazem com que o corpo seja movimentado. Contudo, podemos analisar a falta de tempo e trabalho excessivo, isso também demonstra alta no sedentarismo e maior obesidade”, fala Korn.

A primeira iniciativa para baixar o ponteiro da balança, é fazendo exercícios físicos e melhorando a alimentação, mas, se todos os recursos foram explorados pelo paciente e os resultados não forem positivos, especialistas indicam a cirurgia bariátrica, que é o nome dado à intervenção realizada no aparelho digestivo, o qual reduz o tamanho do estômago, ou a técnica do balão intragástrico, que é um tratamento não cirúrgico, onde é introduzida uma bolsa esférica e lisa de silicone macio via endoscopia.

O procedimento para introdução do balão intragástrico é realizado em ambiente hospitalar, onde o paciente é submetido a uma sedação anestésica. Através da endoscopia, coloca-se a bolsa no estomago. O processo dura em média vinte minutos, não necessitando em geral, que o paciente durma no hospital. Nesse caso, nos primeiros dias é recomendada dieta líquida, para adaptação, depois pastosa e logo retorna a alimentação normal, porém, em menor quantidade.

Korn destaca que a idade e o Índice de Massa Corpórea (IMC) também são fatores importantes para a indicação dos procedimentos. No Brasil, a cirurgia de redução de estomago é realizada apenas em pessoas com mais de 16 anos e IMC maior que 40 kg/m2, já o balão intragástrico é feito em pacientes com mais de 15 anos, que estejam com no mínimo 15 a 20 kg/m2 acima do peso.

Esses dois mecanismos de ação levam à redução do volume de alimentos ingeridos e a consequente perda de peso, porém, eles não são sinônimos de emagrecimento instantâneo ou permanente. “É importante que o paciente se conscientize e mude seus hábitos, fazendo exercício físico diariamente, respeitando todas as indicações passadas pelo médio no pós-operatório. Isso garantirá o sucesso dos processos e o paciente terá sua autoestima de volta e estará longe das doenças causadas pela obesidade.”, aconselha ele.

Os valores médios dos procedimentos podem variar de R$ 22 mil à R$ 10 mil, dependendo do processo escolhido. Nesse caso, para auxiliar no pagamento dos procedimentos, o paciente pode optar pelo financiamento da cirurgia (com es.ti.lo press)

Fonte: Bonde

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