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Convivendo como o Diabetes

O diabetes é considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a terceira causa de morte no mundo, atrás apenas das doenças cardiovasculares e do câncer. Aproximadamente 180 milhões de pessoas possuem diabetes em todo o mundo e esse número pode dobrar até 2025. Ainda de acordo com a OMS, são quatro milhões de novos pacientes por ano.

Para conscientizar sobre o problema, o Dia Nacional do Diabetes é lembrado nesta semana. “Embora seja uma doença grave, o diabético pode ter uma vida normal, desde que tenha disciplina e aceite à doença”, explica a nutricionista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Marina Munhoz da Rocha Balzer.

Para a especialista, conviver bem com o diabetes também requer ajuda de uma equipe multiprofissional de saúde e ficar atento aos alimentos. “Nem todos os produtos diet são indicados para quem tem a doença, pois podem conter mais gorduras, calorias e até carboidratos (que se transformam em açúcares) do que os produtos normais. Qualquer produto diet ou não deve ser ingerido com moderação”, alerta a nutricionista.

A especialista explica que se deve ter cuidado não apenas com a ingestão do açúcar, mas também com o carboidrato. “Se as frutas, pães, bolachas, amidos (arroz e batata) forem ingeridos sem controle, pode ocorrer aumento da glicemia”, ressalta. Dra. Marina lembra que o grande vilão dos doces é o excesso de gorduras e calorias, “por isso, eles deve ser controlados na rotina alimentar”.

Uma dica para uma alimentação saudável é substituir o açúcar por adoçantes e saber diferenciar os produtos diet e light. “Os alimentos diet devem ser consumidos com moderação, pois podem conter mais gorduras que os produtos tradicionais, já o light são menos calóricos e tem menos gorduras, porém os diabéticos devem ficar atentos aos carboidratos totais”, ensina a nutricionista.

Na hora de preparar o cardápio deve-se priorizar os vegetais, que são ricos em fibras, pobres em carboidratos e oferecem grande saciedade ao paciente. Mas, sem esquecer a quantidade dos alimentos, um fator fundamental para controlar a doença. “Cada pessoa tem uma quantidade específica a ser ingerida, variando de acordo com a atividade física, idade e altura, por exemplo”, esclarece a especialista.

As frutas também são grandes aliadas dos diabéticos, porém devem ser consumidas apenas quatro porções ao dia, pois há uma quantidade significativa de carboidratos nesses alimentos. Já os sucos de frutas devem ser substituídos pela fruta inteira (com as fibras). “Os sucos de frutas contém grande quantidade de carboidratos e em alta concentração, sendo necessário o controle da quantidade ingerida”, explica.

O Diabetes

O diagnóstico do diabetes é realizado por meio de exames de glicose no sangue, se o valor em jejum ultrapassar 126mg/dl, já é considerado diabetes. Cerca de 90% dos casos de diabetes são do tipo 2, ou seja, é o adquirido geralmente na fase adulta (após os 40 anos), e por problemas que podem ser evitados. “Esse tipo de diabetes está diretamente relacionado à obesidade, à ingestão de alimentos gordurosos e à falta de atividade física” afirma a endocrinologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Andressa Leitão.

O Diabetes Tipo 1, acomete principalmente crianças e adultos com menos de 40 anos, em poucos casos é hereditário. Segundo a endocrinologista a doença se desenvolve quando há uma destruição das células produtoras de insulina no pâncreas pela própria imunidade do paciente. “Não há como evitá-la. O melhor é controlar a qualidade da alimentação, manter o peso ideal e fazer exercícios regularmente”, ressalta.

Já o Diabetes Tipo 2, é frequentemente herdado da família. Associado a obesidade e sedentarismo. “Neste caso o corpo resiste à ação da insulina que é o hormônio que reduz o açúcar no sangue ou a produção de insulina é insuficiente”, explica a Dra. Andressa. Porém, nas duas situações, a falta de funcionamento adequado da insulina permite o aumento do açúcar no sangue.

Durante a gestação, as mulheres também podem adquirir a doença, conhecida como Diabetes Gestacional. “isso acontece porque a necessidade de insulina aumenta na gravidez e algumas vezes o corpo não é capaz de produzir insulina suficiente. Após o parto, ele desaparece”, ressalta a especialista.

Fonte: ParanaShop

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