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NEUROPATIA AUTONÔMICA DIABÉTICA

CONCEITO E IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE

1) INTRODUÇÃO NEUROPATIA AUTONÔMICA DIABÉTICA: 

A NEUROPATIA AUTONÔMICA DIABÉTICA (ND) podem ser definidas como um grupo heterogêneo de disfunções do sistema nervoso periférico, atribuíveis  unicamente ao Diabetes Mellitus (DM) e que podem afetar virtualmente todas as fibras nervosas do nosso corpo, isto é, neurônios (nervos) sensitivos, autonômicos e motores. Os nervos são estruturas parecidas com fios elétricos que transmitem a sensibilidade e desencadeiam os movimentos do corpo ou controlam funções involuntárias (que independem da vontade como o batimento cardíaco, a digestão, a ereção e a evacuação). As neuropatias diabéticas constituem a complicação mais freqüente e perigosa do diabetes, pois é silenciosa e quando dá sintomas pode ser tarde demais, como veremos. 

NEUROPATIA AUTONÔMICA DIABÉTICA

             Ora, hoje sabemos que a neuropatia diabética se inicia justamente pelas chamadas fibras finas (nervos de pequeno calibre) que, além de estarem espalhadas por todo o corpo, são as responsáveis pela sensação de calor e dor na pele e por processos vitais e automáticos do nosso organismo (autônomos). Por exemplo, são funções do nosso sitema nervoso autônomo: a função sexual (ereção, lubrificação vaginal) a produção do suor, a eliminação da urina pela bexiga, a deglutição, a respiração e o próprio coração (pulso ou batimento cardíaco e pressão arterial).

    2) CONCEITOS NEUROPATIA AUTONÔMICA DIABÉTICA

Em primeiro lugar é importante estabelecer bem os conceitos de NAD (Neuropatia Autonômica Diabética) e NAC (Neuropatia Autonômica Cardiovascular). As NAD são distúrbios demonstráveis, sejam subclínicos ou clinicamente evidentes, que ocorrem na vigência de diabetes mellitus e sem outras causas de disautonomia. Como o sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático) inerva todos os órgãos, a NAD apresenta um amplo espectro clínico, dependendo da manifestação clínica predominante (gastroparesia, disfunção erétil, cistopatia diabética, anidrose, e o próprio sistema cardiovascular – NAC). A maioria dos diabéticos com neuropatia apresenta também algum grau de disfunção autonômica periférica (por exemplo, anidrose nos pés) e aqueles pacientes com predominância dos sinais e sintomas autonômicos são classificados como portadores de NAD. Já a Neuropatia Autonômica Cardiovascular (NAC) é um distúrbio no controle autonômico do sistema cardiovascular induzido pelo DM, após a exclusão de outras causas. 

    3) IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE:

Embora muitos casos de NAD permaneçam assintomáticos por vários anos (NAD subclínica), as manifestações clínicas, quando presentes, são inespecíficas e polimórficas, pois podem afetar virtualmente todos os órgãos inervados pelo sistema nervoso autônomo (simpático e/ou parassimpático). Além disso, muitas vezes as manifestações clínicas são flutuantes, alternando períodos de melhora espontânea com recidivas. Dentre as manifestações mais frequentes da NAD estão a perda da variabilidade da frequência cardíaca (VFC), disfunção erétil (DE), hipoglicemia assintomática, taquicardia de repouso, hipotensão ortostática, gastroparesia, constipação, diarreia, incontinências fecal e urinária e disfunção sudomotora (hipoidrose, anidrose ou hiperidrose). 

Felizmente, hoje dispomos de testes objetivos e confiáveis para o diagnóstico precoce e o estadiamento da NAC (leve, moderada e grave): são os chamados Testes Autonômicos Cardiovasculares que realizamos em ambiente controlado de temperatura, ruído e estresse. Aliás, estes testes estão preconizados para todos os indivíduos diabéticos, ao menos 1 vez ao ano, para a detecção precoce da NAD.

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