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Segundo estudo, população desconhece o diabetes

No Dia Mundial do Diabetes, lembrado nesta segunda-feira, o foco da campanha global, pelo terceiro ano seguido, é orientar a população para prevenir a doença. Um levantamento realizado pela SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), com apoio da Bayer HealthCare, e participação de mais de 2.000 pessoas, aponta que a população ainda tem dúvidas sobre o que é o diabetes e como a doença pode ser controlada.

A pesquisa mostra que 85% dos entrevistados desconhecem ou subestimam o número de diabéticos no Brasil, sendo que 61% dos participantes acredita que existem cerca de 2 milhões de pessoas com diabetes no País.

De acordo com o endocrinologista e vice-presidente da SBD, Walter Minicucci, é fundamental que as pessoas sejam mais informadas sobre como prevenir e tratar o diabetes, mas, de acordo com o doutor, muitos têm contato com a doença, porém não sabem diferenciar os tipos ou como tratá-la.

Segundo dados da pesquisa, 38% dos entrevistados acreditam que o diabetes tem cura e menos da metade dos entrevistados, 49%, soube defini-la. E ,apenas 50% dos participantes afirmaram que um diabético pode levar uma vida normal.

O doutor alerta que caso o diabetes não for controlado adequadamente, pode acarretar complicações graves como retinopatia diabética – que pode causar perda visual definitiva –, catarata precoce, alteração da função renal que pode levar o paciente para a hemodiálise, alterações neurológicas que podem ocasionar dores em membros inferiores e atrofias musculares e complicações cardiovasculares (infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral). “Mas também é preciso lembrar que nada disto ocorrerá se o tratamento for efetivo e contínuo”, reforça o especialista.

O levantamento ainda aponta que 69% dos participantes demonstraram conhecimento sobre os fatores de risco do diabetes. Já 63% das pessoas disseram que conhecem alguém com a doença e, entre os que conhecem um diabético. Além disso, 49% disseram que a pessoa que tem a doença é membro de sua família; 51% dos entrevistados não sabiam diferenciar os tipos da doença (tipo 1, tipo 2 e diabetes gestacional).

Fonte: Band

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